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I
Parte
É claro que eu não quero lhe falar dos meus 69 anos da minha
idade biológica. Mas, dos meus 15 anos da minha nova idade, devido o Evangelho
ter me transformado em uma nova criatura.
Nascido de uma família que se dizia católica, pois conhecendo
hoje o modo de viver dos católicos, vejo que não havia nenhum compromisso
religioso, a não ser um nicho cheio de imagens, e a reza de uma ladainha todo
dia de sábado à noite. Meus pais iam a Igreja de ano em ano, e principalmente na
noite deles no mês de maio, no qual celebravam todo o mês à Maria, e em cada dia
uma família organizava e enfeitava a Igreja para a celebração. Contudo a
falecida Laura Costa, segunda esposa do meu avô, era uma carola daquelas e me
levava muito a Igreja na minha adolescência, e aquilo me levou a me tornar
sacristão, do falecido padre Nicanor Cunha. Gostava de chegar bem cedo para a
missa, a fim de pegar a batina mais colorida (era vermelha), para ficar bonito
para as meninas. Na realidade não havia na nossa família a prática da religião.
Em 1994, minha esposa começou a freqüentar a Igreja Batista
da Independência em Salvador, ela já havia aberto o coração para Jesus, desde
1979, quando morávamos na cidade de Ilhéus; juntamente com a minha filha, hoje a
miss. Anna Paula (trabalhando hoje ao lado do seu esposo o Pr. Gustavo, tomando
conta das igrejas, naquela cidade). Contudo, guardaram em segredo com medo de
levar ao meu conhecimento, tal era o meu desprezo para com os crentes.
Com a ida dela aquela Igreja, eu era forçado a levá-la e
buscá-la. Em um belo dia, houve um desencontro e eu fui mais cedo, e dessa vez
entrei, e naquela tarde a dirigente do culto irmã Andrelina, me chamou à frente,
e eu sem entender nada, fui. E ela me disse, Deus tem uma grande obra através da
sua vida, além de não entender ela ainda pediu-me que dissesse alguma coisa,
tipo uma saudação, e disso não me lembro o que falei.
No ano seguinte meu irmão caçula Nelson, nos levou para um
Encontro de Casais com Cristo, na Igreja Batista da Avenida em Feira de Santana,
e ali entreguei o meu coração para Jesus; a melhor coisa que fiz em toda a minha
vida.
Voltando para Salvador, os irmãos Naildo Macedo e Célia, me
encaminharam para a Igreja Batista do Garcia, e no dia 28.09.1995, eu e a minha
esposa descemos às águas, pelas mãos do Pr. Miguel Ângelo, que também batizou
meus filhos, Sérgio, Anna Paula e Mariana.
Um dia não muito distante eu direi: eu e a minha casa
servimos ao Senhor.
Teria muitas coisas para escrever, fica para uma outra oportunidade, não quero
me tornar prolixo.
Na II parte vou falar do nascimento do Ministério de Jesus sobre a minha vida.
II Parte
Não passei muito tempo na Igreja
Batista do Garcia, mas aprendi muito, principalmente com as pregações daquele
jovem Pastor e na EBD, com o irmão Jessé.
O pastor saiu da Igreja e com
ele a maioria absoluta dos seus membros. Não quero entrar no mérito da questão,
pois seria constrangedor para mim, ter de explicar coisas que não edificam. Uma
coisa eu aprendi, que o modelo de governo, em algumas Igrejas onde o pastor
quase não tem autoridade sobre ela, foge dos princípios da Palavra de Deus, que
afirma ser o governo da Igreja teocrático. Vejamos o que diz a Palavra: At 16:4
- Quando iam passando pelas cidades, entregavam aos irmãos, para serem
observados, os decretos (decisões) que haviam sido tomados pelos apóstolos e
anciãos em Jerusalém.
Muitas Igrejas estão impedindo o
verdadeiro governo, e passando grandes lutas em suas Assembléias; e em muitos
casos, reuniões que se tornam bem parecidas com as do mundo (verdadeiras
disputas pelo poder).
Bem, vamos voltar para a minha pequena história.
Pr. Miguel Ângelo, fundou a
Comunidade Evangélica, e lá estava eu com aquele grande grupo de irmãos. Não é
que a Bíblia diz que se alguém quer ser o maior, seja o menor. Era exatamente
eu, o menor, naquele grupo de irmãos, e não é que para surpresa minha, fui
escolhido o seu primeiro presidente. Passei o tempo que o Senhor quis ali
naquela casa de oração. Abriu o Pr. Rogério Dantas um trabalho no bairro do
Costa Azul, e lá estava eu retornando à Igreja Batista, pelas mãos do meu Pastor
aqui na terra, Jurandir Miguel; para ser um servo de Deus, naquele lugar.
Fui seu Vice- Presidente, e fui
ungido a Presbítero, Evangelista e Pastor. Todas essas bênçãos na minha vida no
ano 1999, pelas mãos do meu amigo e Pr. Rogério Dantas.
Fui também por algum tempo
responsável pelas finanças, e recebi o ministério de abrir Congregações, tendo
na quarta aberta; em Stella Maris, sido ali efetivado pelo Pr. Rogério, como seu
Pastor, e ali estou até hoje.
Entre o tempo da Comunidade e
com a Batista do Costa azul e em Stella Maris, trabalhei sete anos na Adhonep –
Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno. Fui participante de um
Capítulo ali no bairro da Vitória, fui Vice-Presidente, Presidente do Capítulo
400, fui Instrutor de Seminários, Coordenador, chegando a Diretor aqui em
Salvador. Fundei um Capítulo em Stella Maris. Fiz muitos Seminários, na Bahia e
fora daqui. Foram muitas almas para Jesus e muitos irmãos batizados no Espírito
Santo.
Fui instrumento do Espírito
Santo naquela Associação, para pregar também em vários capítulos, inclusive no
interior, fazendo também algumas viagens à cidade em que havia problemas no
capítulo. Nunca me esqueço de algumas delas, junto com o meu amado irmão Josias.
Mas o Seminário que mais me
marcou, foi em Nanuque, Minas Gerais. Fui o preletor da noite naquele jantar.
Haviam, naquele evento quarenta pessoas que não eram crentes; todos receberam
Jesus no seu coração. No sábado pela manhã fui à loja do presidente do Capítulo,
levar uma Palavra, e orar. Uma serva desviada se reconciliou, e outra
funcionária, abriu o coração para Jesus. À noite preguei na Assembléia de Deus,
mais sete almas receberam Jesus. No domingo à noite fui a Quadrangular,
ministrar, era o dia da Santa Ceia, eu não sabia de nada, no entendimento
humano, a Palavra que havia me dado o Espírito Santo, não tinha nada haver com o
dia de Ceia. Mas em toda a minha vida tento pregar não o que eu quero, mas o que
ELE manda. Resultado quando fiz o apelo para o conserto da Igreja, entre
trezentas a quatrocentas pessoas foram à frente, e no meio delas uma cega à seis
anos, eu pude ver a glória de Deus, quando em prantos tirava o seu óculos e
corria para o seu Pastor. Jesus havia curado a sua cegueira, e grande era a sua
alegria, em poder voltar a vê o rosto de seus irmãos.
Foi um tempo maravilhoso,
naquela Associação, a falta de tempo me impediu continuar naquele trabalho. Não
fora isso estaria até hoje ali. Quando me lembro sinto saudades. Foi na Adhonep,
que eu fui batizado no Espírito Santo, foi ali que cresci muito na graça de Deus
e dos Homens. A Adhonep mora no meu coração.
Abrindo a Congregação de Stella Maris, aqui fiquei.
Quando o Senhor entregou-me o
Ministério pastoral, cobrou de mim, uma Igreja, no lugar em que havia tido
Empresa secular. Cumprir a ordem do Senhor: Saí em 1975 de Mundo Novo para
Ilhéus: Duas Igrejas naquela cidade; no Teotônio Vilela em 2002 e Nelson Costa
em 2004.
Sair em 1982 de Ilhéus para
Jequié: uma Igreja ali no Cilion em 2005.
Sair em 1987 de Jequié para a
Ilha de Itaparica: uma Igreja na BA 001 – Km 03, em 2006.
Sair da Ilha em 1992 para Lauro
de Freitas: Uma Igreja ali no Jardim do Jokhey em 2007.
Voltei a Salvador em 1994: Uma
Igreja; em Stella Maris em 1999, onde tudo começou na minha vida, para a Glória
do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Tudo isso se cumpriu, quando
ainda estava na abençoada denominação “Lírio dos Vales”.
Hoje vivo o Ministério que Jesus
me deu. ELE me tirou das padarias da vida, para que pudesse dar o pão que é a
sua Palavra.
Hoje somos para a honra e Glória
do Mestre: “IGREJA BATISTA APOSTÓLICA PÃO DA VIDA”
Nossa grande meta “EVANGELISMO”.
UMA IGREJA COM PROPÓSITOS.

Miguel Oliveira Navarro
Apostólo Presidente da Igreja Batista Apostólica Pão da Vida |